quinta-feira, 26 de julho de 2012

JB NA HISTÓRIA


1966 - Bomba explode no aeroporto de Recife

Jornal do Brasil: Terça-feira, 26 de julho de 1966
Uma bomba explodiu na Estação de Passageiros do Aeroporto Internacional de Guarapes, em Recife, onde cerca de 300 pessoas esperavam o Marechal Costa e Silva. Quase simultaneamente com a explosão no Aeroporto, duas outras bombas de forte poder de expansão explodiram, uma no Serviço de Filmes da Agência para o Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos (USAID) e a outra na sede da União Estadual dos Estudantes, mas sem provocar maiores danos materiais e pessoais.

A bomba que explodiu no Aeroporto estava dentro de uma maleta deixada junto ao balcão de bagagens em desembarque. Essa maleta havia sido notada pelo guarda-civil Sebastião Tomás de Aquino, e, ao retirá-la do local, a bomba explodiu. Morreram além do guarda-civil, o Almirante Nélson Fernandes, Diretor da Companhia Hidrelétrica do São Francisco e o jornalista Édson Régis, ex-secretário de Estado em Pernambuco. O ex-secretário de Segurança de Pernambuco, Coronel Sílvio Ferreira perdeu os dedos da mão esquerda e mais 15 pessoas ficaram gravemente feridas. 


A chegada do Marechal Costa e Silva ao Aeroporto estava prevista para a hora da explosão, mas uma pane no avião em que viajava obriou-o a dirigir-se de João Pessoa para Recife em automóvel.


Um movimento revolucionário 

Com a eclosão do terrorismo, o movimento estudantil começou a se radicalizar em enfrentar o governo. Politizados e ideologicamente conduzidos, os estudantes foram levados a sucessivas greves e manifestações de rua até ao desencadear o enfrentamento generalizado. Nos meios políticos considerou-se que as explosões ajudaram a linha dura em seus argumentos em favor de um regime mais forte. Foi determinada a prisão de todos os suspeitos pelo General Antônio Carlos Murici: "pois depois é que se verá quem é grego e quem é troiano".

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