segunda-feira, 7 de maio de 2012

ANNA RAMALHO JB -O mais jovem dos setentões - JB


O telefone toca e a produção do Sem Censura – programa  que minha amiga Leda Nagle comanda com o maior sucesso há quase 20 anos – me convoca para participar de um especial em torno de Gilberto Gil. A oportunidade será para festejar com um especial os 70 anos do grande compositor baiano, ainda que idade sempre seja o de menos quando se trata de Gil, um jovem tanto no corpo quanto na cabeça. Podia marcar seus 40 – ele está igual fisicamente, mas ainda melhor, como aqueles raros vinhos que envelhecem encorpados e saborosíssimos. Envelhecem, mas como dão prazer!
Constatei o fato mais uma vez ao longo da hora e tanto de gravação, que juntou também na bancada dos entrevistadores, Jorge Mautner  (outro espanto de conservação!), o críticoAntônio Carlos Miguel, e o músico Nicolas Krassik , um raro francês que fala português perfeitamente, com praticamente zero de sotaque, e manda ver no violino.
Foi uma entrevista ótima – não apenas porque o entrevistador rende pano pra manga, como é pessoa que sabe raciocinar, elaborar e, portanto, responder, com a maior clareza, com português bem falado, coisa tão rara hoje em dia. A memória afiadíssima voltou no tempo, ao início da carreira, ao breve período em que acumulou a carreira com cargo executivo na multinacional Gessy Lever.

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