sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

A POESIA DE CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE



A Bunda, que Engraçada 

A bunda, que engraçada. 
Está sempre sorrindo, nunca é trágica 
Não lhe importa o que vai
pela frente do corpo. A bunda basta-se.
Existe algo mais? Talvez os seios.
Ora - murmura a bunda - esses garotos
ainda lhes falta muito que estudar. 
A bunda são duas luas gêmeas
em rotundo meneio. Anda por si
na cadência mimosa, no milagre
de ser duas em uma, plenamente. 
A bunda se diverte
por conta própria. E ama.
Na cama agita-se. Montanhas
avolumam-se, descem. Ondas batendo
numa praia infinita. 
Lá vai sorrindo a bunda. Vai feliz
na carícia de ser e balançar.
Esferas harmoniosas sobre o caos.
A bunda é a bunda,
redunda 

Um comentário:

  1. Bela poesia
    Bela Bunda maravilhosa
    Belas Bundas encantadoras
    Belo Brasil de Bundas lindas
    Lindas Bundas deste Brasil afora
    Das Cariocas extraordinárias
    Das Baianas sensacionais
    Viva as Bundas que alegram os carnavais

    Chico Celestino

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