29 de janeiro de 1975: O assassinato do Bandido Lúcio Flávio
Uma facada no pescoço, que seccionou a carótida, vários ferimentos no peito, mataram, na madrugada, o criminoso Lúcio Flávio, 31 anos, na cela 7 da galeria D do presídio Hélio Gomes, no Rio de Janeiro. O assassino, outro detento, Mário Pedro da Silva, alegou legítima defesa. Lúcio Flávio e Mário teriam brigado após uma roda de carteado.
Prestes a dar um novo depoimento à Justiça, Lúcio Flávio era a principal testemunha nas investigações sobre as atividades exercidas pelo Esquadrão da Morte no estado. Com sua ajuda, foram condenados vários policiais, a começar por Mariel Mariscotte, acusado por ele de participação no Esquadrão da Morte, e de liderança em outra organização, de estelionato e roubo de automóveis.
Outras efemérides de 29 de janeiro
1905: A morte de José do Patrocínio
1943: A política da boa vizinhança de Vargas e Roosevelt
1960: As histórias da bossa nova
1981: Suárez deixa o Governo da Espanha
Lúcio Flavio Vilar Lírio nasceu na capital mineira em 1944. Mas foi no Rio, morando em Bonsucesso que se especializou em roubo de carros e assalto a bancos. Liderava uma quadrilha formada pelo irmão Nijini, o cunhado Fernando C.O. e o amigo Liece de Paula, associava-se a policiais e atuava em todo o país.
Altamente articulado e considerado o mais alto QI da marginalidade carioca, em doze anos de carreira no crime, com mais de quinhentos processos, quase cem anos de penas de detenção, destacou-se também pelas fugas espetaculares. Ao todo, chegou a escapar de 16 penitenciárias. "Sou bandido porque gosto", dizia sempre perante à Justiça, acostumado a assumir a culpa dos crimes que praticava.
A trajetória de Lúcio Flávio no crime organizado, aliada à sua condição de testemunha-chave num processo envolvendo integrantes da própria Polícia e às contradições no depoimento de Mário Pedro foram aspectos extremamente contrastantes às circunstâncias excessivamente banais apresentadas na versão oficial de sua morte.
O assassino de Lúcio Flávio logo teria o mesmo destino, assassinado por outro preso, que por sua vez, também seria assassinado dentro da prisão.
Prestes a dar um novo depoimento à Justiça, Lúcio Flávio era a principal testemunha nas investigações sobre as atividades exercidas pelo Esquadrão da Morte no estado. Com sua ajuda, foram condenados vários policiais, a começar por Mariel Mariscotte, acusado por ele de participação no Esquadrão da Morte, e de liderança em outra organização, de estelionato e roubo de automóveis.
Outras efemérides de 29 de janeiro
1905: A morte de José do Patrocínio
1943: A política da boa vizinhança de Vargas e Roosevelt
1960: As histórias da bossa nova
1981: Suárez deixa o Governo da Espanha
Lúcio Flavio Vilar Lírio nasceu na capital mineira em 1944. Mas foi no Rio, morando em Bonsucesso que se especializou em roubo de carros e assalto a bancos. Liderava uma quadrilha formada pelo irmão Nijini, o cunhado Fernando C.O. e o amigo Liece de Paula, associava-se a policiais e atuava em todo o país.
Altamente articulado e considerado o mais alto QI da marginalidade carioca, em doze anos de carreira no crime, com mais de quinhentos processos, quase cem anos de penas de detenção, destacou-se também pelas fugas espetaculares. Ao todo, chegou a escapar de 16 penitenciárias. "Sou bandido porque gosto", dizia sempre perante à Justiça, acostumado a assumir a culpa dos crimes que praticava.
A trajetória de Lúcio Flávio no crime organizado, aliada à sua condição de testemunha-chave num processo envolvendo integrantes da própria Polícia e às contradições no depoimento de Mário Pedro foram aspectos extremamente contrastantes às circunstâncias excessivamente banais apresentadas na versão oficial de sua morte.
O assassino de Lúcio Flávio logo teria o mesmo destino, assassinado por outro preso, que por sua vez, também seria assassinado dentro da prisão.

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