sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

CIDINHA MADEIRO RECEBE HOJE O 7º PRÊMIO ESPIA, CATEGORIA FOTÓGRAFO AMADOR, SEGUE PARTE DA ENTREVISTA DE CIDINHA AO ENSAIO GERAL



Ensaio Geral – Você é figura constante nos meios culturais da cidade, e foi citada no Japress, o excelente blog de Joaquim Alves, como produtora cultural. Como você vê, em especial, a cultura alagoana?
CM – R: - Não sou produtora ou promotora cultural. Não sou. É uma brincadeira carinhosa do Joaquim. Mas, acredito que a arte, além de nos manter vivos, nos estimula a viver melhor. Sou consumidora de arte. Costumo ouvir boas músicas, leio muito, escrevo. A meu ver, a função do artista é produzir arte. A função nossa, do admirador da arte e do artista, é conhecer, valorizar, divulgar, “contagiar” as pessoas com o vírus da arte, do conhecimento. Participo de um grupo literário “meio” anárquico composto por poetas, escritores, compositores, músicos (digo “meio” anárquico porque as reuniões são espontâneas, não há formalidades, regularidade nas datas, local, etc), onde se respira cultura; Alagoas é um grande celeiro cultural. Aqui temos grandes músicos, compositores, poetas, escritores, cantores, produtores, grandes profissionais, grandes artistas! Artistas amantes da arte, que, lamentavelmente, não podem sobreviver da sua arte. São escassos os programas do governo para estimular a cultura local, o que é um contrassenso. As grandes festas/realizações populares que promovem cultura vêm, geralmente, da iniciativa privada. Ou, de alguma cabeça pensante, persistente, que consiga tal feito. Por exemplo: A FLIMAR, é um evento totalmente voltado para a cultura, oferece cultura a todas as classes, idealizado/organizado pelo genial Carlito (Lima), um secretário de cultura na acepção da palavra. Um exemplo positivo a ser seguido. O Carlito, por ser um inquieto apaixonado por Alagoas, incansável nas atividades culturais, há alguns anos instituiu o PRÊMIO ESPIA, promove a festa de entrega do prêmio em praça pública, de forma descontraída, outro exemplo positivo. Recentemente (19 de janeiro) houve um show em comemoração aos 30 anos de morte de Elis Regina, que foi literalmente um espetáculo. Belíssimo show protagonizado por prata da casa, eu poderia dizer “ouro da casa”. Produção, direção, músicos, cantores... Todos alagoanos de fato ou por adoção, alagoanos de coração. Teatro Gustavo Leite lotado. Quem viu gostaria de rever, quem não viu, lastima ter perdido. Detalhe: Um evento desse porte, desse quilate, não contou com o apoio da Secretaria de Cultura. Um exemplo negativo. Fato lamentável. Alagoas permanece rica de artistas, mas está pobre de políticas de fomentação de cultura. Num passado não muito remoto, Maceió exibia espetáculos musicais gratuitos semanalmente em espaços diversos: MISA, escadarias da Associação Comercial, teatros, museus e outros espaços. Produção local, artistas locais. Era programação regular, fazia parte da agenda cultural da cidade. As pessoas tinham oportunidade de conhecer a arte e o artista gratuitamente ou a preços populares. E é preciso conhecer para gostar, para identificar-se ou não. Alagoas precisa valorizar a riqueza do seu potencial, suas belezas, sua cultura, sua arte e seus artistas.
Ensaio Geral - Muito obrigada, Cidinha!
Veja mais fotografias da artista:
http://www.unicrednne.com.br/site/figuras/Vencedora-Concurso-2011-21.jpg

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