19 de outubro de 1901 - Santos Dumont tem Paris a seus pés

Durante meia hora, todos os olhares de Paris estiveram voltados para o céu da cidade, onde o brasileiro Santos Dumont conseguiu provar ser possível pilotar um balão dirigível. Decolando de Saint Cloud, Santos Dumont seguiu rumo à Torre Eiffel, a contornou e voltou ao ponto de partida, sob os aplausos da multidão que o assistia.
Pela façanha, o brasileiro recebeu o Prêmio Deutsch de la Muerthe, no valor de 100 mil francos. O aviador não quis ficar com o dinheiro. Deu 25 mil francos para os homens que o ajudaram a construir a máquina voadora, e o restante doou à polícia de Paris para que fossem quitadas dívidas de moradores da cidade. Como se não bastasse o feito inédito, a generosidade de Santos Dumont transformou o brasileiro em herói dos parisienses.
Logo após completar a façanha, ele recebeu um telegrama de outro grande inventor que muito o emocionou: “Alberto Santos Dumont, o pioneiro dos ares, homenagem de Thomas Edison”.
O piloto contou sobre a emoção de ser o primeiro homem a controlar o vôo com perfeição: “No trajeto para a Torre Eiffel, nem uma só vez olhei para os telhados de Paris: eu flutuava sobre um mar branco e azul, nada mais vendo senão meu objetivo”.
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