sexta-feira, 14 de outubro de 2011

JB NA HISTÓRIA 13 E 14 DE OUTUBRO


14 de outubro de 1964 - Martin



Prêmio Nobel da Paz de 1964 foi concedido ao líder negro norte-americano Martin Luther King, pela sua luta contra o racismo e o preconceito nos Estados Unidos, durante quase uma década. Luther King, na época, tornou-se conhecido no mundo inteiro como o “novo Gandhi”, ao promover e liderar um grande movimento pela extensão dos direitos civis dos afro-americanos no país.

Ao tomar conhecimento da decisão da Academia Sueca, no Hospital de Atlanta, no qual estava internado para exames, o pacifista, preso e condenado diversas vezes por defender a integração racial, disse que destinaria o prêmio (52 mil dólares) aos movimentos em defesa dos negros. Luther King, então com 35 anos, foi a pessoa mais jovem a receber aquela condecoração internacional.

A luta do pastor da Igreja Batista começou em 1955, quando uma mulher negra negou-se a ceder lugar em um ônibus para um branco em Montgomery - Alabama, e foi presa por isso. King e os líderes negros daquela cidade organizaram um boicote aos ônibus contra a segregação racial no transporte. A campanha durou 381 dias. Durante esse período, o pastor recebeu ameaças, foi preso e teve sua casa atacada. O boicote foi encerrado com a decisão da Suprema Corte Americana de tornar ilegal a discriminação racial nos ônibus.

Depois de encontrar-se com Mahatma Gandhi, líder da luta pelaindependência da Índia, em 1959, Luther King adotou o princípio da persuasão não violenta, empregada por Gandhi naquele país, como o seu principal instrumento de protesto social. King pregava a fraternidade e disse em um dos seus famosos discursos: "Aprendemos a voar como pássaros e a nadar como peixes, mas não aprendemos a conviver como irmãos''

O pastor foi assassinado em abril de 1968 em Memphis, Tenessee, por um branco que havia escapado da prisão. Desde 1986, no terceiro domingo de janeiro é comemorada a conquista dos direitos civis dos negros dos Estados Unidos e são feitas homenagens a Martin Luther King, defensor da paz e da justiça.


Leia também:

Em 1968 - Luther King é assassinado
Em 1968 – Luta racial se intensifica nos EUA
Em 1989 - Dalai Lama recebe o Prêmio Nobel da Paz
Em 1994 - Arafat, Rabin e Peres ganham o Nobel da Paz

13 de outubro de 1968 - Morre Manuel Bandeira

Morre Manuel Bandeira. Jornal do Brasil, 14 de outubro de 1968.


"De fato, cheguei ao apaziguamento das minhas insatisfações e das minhas revoltas pela descoberta de ter dado à angústia de muitos uma palavra fraterna. Agora a morte pode vir, - essa morte que espero desde os dezoito anos: tenho a impressão que ela encontrará, como em Consoada está dito, a casa limpa, a mesa posta, com cada coisa em seu lugar", disse Manuel Bandeira certa vez. E em paz, o poeta imortal foi ser "amigo do Rei", aos 82 anos.

Com livros e cadernos debaixo do braço, dezenas de estudantes estiveram no Salão dos Poetas Românticos da Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro, para velar o corpo de Manuel Bandeira e homenagear o poeta que também foi professor de literatura do Colégio Pedro II e de literatura hispano-americana da Faculdade Nacional de Filosofia. Dona Maria de Lourdes, amiga e companheira de Manuel Bandeira durante mais de 30 anos, permaneceu todo o tempo sentada diante do caixão, enquanto chegavam vários amigos do poeta, entre os quais os acadêmicos Peregrino Júnior e Austregésilo de Ataíde, presidente da Academia, Ricardo Cravo Albim, diretor do Museu da Imagem e do Som, Paulo Mendes Campos e Fernando Sabino.

Mais tarde, cerca de cem pessoas, incluindo contínuos da ABL, levaram o corpo de Manuel Bandeira ao túmulo 15 do Mausoléu dos Imortais, no cemitério São João Batista. Para Fernando Sabino, Manuel Bandeira foi "o grande íntimo da morte. Ao longo de uma vida limpa, harmoniosa e integral, soube fazer da morte e da eternidade a substância da sua existência e de sua poesia".

Uma obra singular
Manuel Bandeira nasceu em 19 de abril de 1886, no Recife. Sua obra, caracterizada por elementos modernistas, pelo tom confidencial e irônico, por vezes até trágico, e, acima de tudo, pela simplicidade, permanece como uma das principais influências para escritores e poetas brasileiros até os dias de hoje. Sobre ela, o cronista Paulo Mendes Campos, poeta de outra geração, disse que "Manuel Bandeira foi talvez o último que podia estabelecer um compromisso consciente entre a sintaxe tradicional e a inovação da linguagem". Como poucos, Bandeira soube construir uma obra depurada e de grande valor estético.

Manuel Bandeira. CPDoc JB

Manuel Bandeira nas páginas do JB

"Volto, hoje à tarimba jornalística, trazido pelas mãos ilustres do Annibal Freire... Bem, mãos à obra. Deus me dê assunto e inspiração..."
Jornal do Brasil, 1º/06/1955 

O escritor começou no Jornal do Brasil no dia 1º de junho de 1955, publicando mais de 600 crônicas em uma coluna bissemanal, aos domingos e quartas-feiras. Além de tratar sobre temas atuais, voltava-se a homenagens a personalidades nacionais. A última coluna foi publicada em 22 de novembro de 1961.

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