domingo, 18 de setembro de 2011

ADEUS A MARCIAL LIMA


Agitador cultural de Alagoas, Marcial foi um dos fundadores do Pinto da Madrugada

17/09/2011 18:31
Da Redação
TAMANHO DA LETRA A+ A-
Foto: TribunaHoje.com

Marcial morreu vítima de insuficiência respiratória, decorrente de Esclerose Lateral Amiotrófica
Marcial Lima foi sepultado na tarde deste sábado no cemitério Parque das Flores. Ele era um dos fundadores do bloco carnavalesco Pinto da Madrugada e estava na presidência da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC). Diversos amigos e colegas de trabalho estiveram presentes na cerimônia para dar seu último adeus.
Para Braga Lyra, parceiro de criação do Pinto da Madrugada, o Marcial era um “patrimônio da cultura do estado”. “Ele viveu pela cultura alagoana, era a sua paixão. Era um exemplo. É uma perda irreparável para o estado”, afirma.
O mesmo ponto de vista é compartilhado por Eduardo Lyra, outro criador do bloco inspirado no Galo da Madrugada. “Ele é um grande baluarte da cultura. Até mesmo doente ele continuou trabalhando”, destaca. “A gente tem uma imensa responsabilidade em dar continuidade ao trabalho dele”.
Apesar de ser funcionário aposentado do Banco do Brasil, Marcial possuía fortes ligações com a produção artística em Alagoas. “O Marcial tinha uma visão avançada sobre o conceito de cultura. Ele sabia da importância da cultura para a transformação social”, considera professor Rogério Dias, criador do Quintal Cultural. “O trabalho dele chegou à periferia, porque ele tinha visão de gestão da cultura”.
Para o professor Bruno César Cavalcanti, a experiência do presidente da FMAC não atingiu seu ego. “Marcial era uma pessoa muito humilde, um intelectual simples. Teve uma experiência muito rica. Não só com o Pinto da Madrugada, mas também no teatro, nas artes alagoanas durante décadas”, declara.
Mas o professor credita à visão de gestor o fato de Marcial se destacar entre os demais agitadores culturais. “Ele conseguiu ser gestor e executor de cultura”, avalia. A afirmação é corroborada por Marco Antônio, que trabalha FMAC. “Marcial tinha consciência de gestão pública participativa e descentralizada”, ressalta.
Marcial Lima sofria de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) há dois anos e estava internado na Santa Casa de Misericórdia de Maceió. Ele faleceu na manhã deste sábado, vítima de insuficiência respiratória, causada pela ELA.

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