Faculdades da maturidade recebem alunos em busca de conhecimento.
Conheça algumas opções de onde estudar.
Nesta faculdade não há vestibular, lista de chamadas, provas ou boletim. Mas há vontade de aprender. Este é o principal requisito das faculdades da terceira idade, também chamadas de maturidade, para receber pessoas com mais de 40 anos interessadas em voltar à vida escolar mesmo sem ter nenhum diploma.
Cada instituição segue um modelo de trabalho. Na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), por exemplo, o curso é anual, na Universidade São Judas, a grade é semestral. Há aquelas que cobram mensalidades e outras onde as atividades são gratuitas, como na Universidade de São Paulo (USP).
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A maioria das instituições exige que o interessado tenha, no mínimo, 40 anos. Não há provas de seleção ou avaliações. No entanto, mesmo os cursos vinculados às instituições de ensino renomadas, não são credenciados pelo Ministério da Educação, por isso não são válidos como graduação.
O G1 acompanhou um dia de aula na turma "madura" da Universidade São Judas, em São Paulo, e conheceu alunos que viram nesta volta à sala de aula novos sentidos para a vida.
'Comecei a ser mais respeitada'
Para a ex-professora Janette Apparecida Evangelista, de 73 anos, que frequenta as aulas na São Judas há 15 anos, o curso trouxe o resgate da autoestima e uma nova família. Seu marido morreu aos 54 anos, vítima de infarto, e ela nunca mais se casou. "No curso encontrei um novo sentido para a vida. Fiz verdadeiros amigos. Viajamos juntos, comemoramos aniversários. Formei uma nova família", afirma.
Para a ex-professora Janette Apparecida Evangelista, de 73 anos, que frequenta as aulas na São Judas há 15 anos, o curso trouxe o resgate da autoestima e uma nova família. Seu marido morreu aos 54 anos, vítima de infarto, e ela nunca mais se casou. "No curso encontrei um novo sentido para a vida. Fiz verdadeiros amigos. Viajamos juntos, comemoramos aniversários. Formei uma nova família", afirma.
Janette é a representante da turma. É ela quem organiza passeios, excursões e dá boas-vindas aos novos estudantes. Para ela, o curso traz um aprendizado contínuo. “Comecei a ser mais respeitada. Falo de igual para igual com meus filhos e netos. A faculdade me deu mais autoconfiança e os horizontes se alargaram.”
Gilda Schmidt, de 68 anos, frequenta a faculdade
Janette Apparecida é a coordenadora da turma da
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