23 de janeiro de 1989 - A morte de Salvador Dalí

Salvador Dalí, aos 84 anos, encerrou sem um cenário daliniano sua saga surrealista - cinco dias depois de ter sido internado em consequência de uma insuficiência cardio-respiratória, em um hospital espanhol. Seu estado de saúde era crítico devido a uma pneumonia, mas se manteve lúcido até o último piscar de olhos. Com o cérebro prejudicado por uma arterioesclerose, um marcapasso no peito, alimentando-se mediante um conduto gastronasal, com parte do corpo queimado – consequência de um incêndio em seu quarto (1984) – na penúltima vez em que foi levado para o hospital pediu uma televisão: desejava saber como noticiaram a sua morte. Não foi um pedido moribundo. Dalí se considerava imortal e acreditava em uma segunda vida.
O pintor estava doente muito antes de sua morte, e o falecimento da esposa, em 1982, piorou seu quadro. Por causa disto, em 1984, já o davam como morto. “Sem Gala, eu não sou Dalí”, dizia em suas entrevistas. Durante seis anos resistiu. Não podia pintar, nem desenhar. Alimentava-se mal. Era um velho dependente da medicina.
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