José Orenstein
Os gastos do governo federal com os cartões corporativos bateram recorde em 2010 ao atingir R$80 milhões, segundo levantamento da ONG Contas Abertas. Em relação a 2009, as despesas aumentaram em cerca de R$15,5 milhões,ou 24% do total.
O cartão, destinado aos pagamentos de rotina de autoridades em gastos que sejam considerados emergenciais ou essenciais, foi implantado em agosto de 2001 e, desde então, já consumiu R$ 342 milhões dos cofres públicos.
De acordo ainda com o levantamento da Contas Abertas, feito a partir de dados coletados no Portal da Transparência, quem mais gastouno período com o cartão foi a Presidência da República, com R$ 105,5 milhões. Não se pode, no entanto, acessar a discriminação de como foi gasto esse valor, pois 93% dele é descrito como “informações protegidas por sigilo, para garantia da segurança da sociedade e do Estado”. Dentro da contabilidade da Presidência, a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) elevou em 66% seus gastos, passando de R$6,8 milhões para R$11,2 – o motivo do aumento, porém, também por questões de seguranaça, não foi divulgado.

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