PROGRAMA LEITURAS FORA DA GRADE DA TEVÊ SENADO
A Literatura brasileira está de luto. Pelo menos para os pobres de Jó e os remediados literários, aqueles sem dinheiro no bolso, amigos importantes e pedigree midiático para venderem seu peixe em vitrine televisiva: morreu o Programa Leituras, apresentado pelo também escritor Maurício Melo Júnior, aos sábados, e reapresentado aos domingos na Tevê Senado.
Foram treze anos levando ao ar entrevistas com grandes, pequenos e médios nomes da nossa literatura (se é que se pode graduar o escritor pela repercussão literária), sem que se precisasse pagar jabá para ir ao ar. Bastava apenas ser um bom escritor e estar de passagem por Brasília, local da gravação. O estúdio? Muitas vezes era a biblioteca da casa do apresentador. Uma imensa biblioteca, que deixou o escritor Ignácio de Loyola Brandão admirado com o acervo primoroso, quando por lá passou na Semana Santa de 2014.
O último bloco do programa era a resenha de alguns livros recém-lançados. Foi assim que uma estudante do interior do Ceará conheceu a acadêmica Nélida Piñon e se interessou por suas obras e que acabou em tese de mestrado. Certa vez Mauricio Melo me contou que uma estudante do Paraná escreveu para ele pedindo uma cópia da entrevista que ele havia feito com o escritor Antônio Torres, pois “estou escrevendo minha tese sobre as obras dele e você fez todas as perguntas que eu ia fazer pra ele”, disse a estudante.
Como podemos ver, o programa tinha audiência em todo o Brasil, embora não ameaçasse o BBB nem as novelas globais. Mas, se cultura desse ibope, os canais de cultura seriam campeões de audiência. Mas, porém, contudo, entretanto ou coisas que tais, o Programa Leituras era um dos poucos a ter audiência cativa (disse "cativa" porque as outras são sazonais, como, por exemplo, depoimento de algum peixe grande em CPI) nessa televisão paga com o dinheiro do contribuinte. Nosso dinheiro. Portanto, não vamos nos deixar render por essas chefias autoritárias e politicamente incorretas que fazem do bem público a casa da mãe Joana. Entremos no site da Tevê Senado e deixemos nosso repúdio a esse assassinato imbecil de um programa que levava a literatura brasileira aos lares nos mais distantes rincões deste Brasil.
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A Literatura brasileira está de luto. Pelo menos para os pobres de Jó e os remediados literários, aqueles sem dinheiro no bolso, amigos importantes e pedigree midiático para venderem seu peixe em vitrine televisiva: morreu o Programa Leituras, apresentado pelo também escritor Maurício Melo Júnior, aos sábados, e reapresentado aos domingos na Tevê Senado.
Foram treze anos levando ao ar entrevistas com grandes, pequenos e médios nomes da nossa literatura (se é que se pode graduar o escritor pela repercussão literária), sem que se precisasse pagar jabá para ir ao ar. Bastava apenas ser um bom escritor e estar de passagem por Brasília, local da gravação. O estúdio? Muitas vezes era a biblioteca da casa do apresentador. Uma imensa biblioteca, que deixou o escritor Ignácio de Loyola Brandão admirado com o acervo primoroso, quando por lá passou na Semana Santa de 2014.
O último bloco do programa era a resenha de alguns livros recém-lançados. Foi assim que uma estudante do interior do Ceará conheceu a acadêmica Nélida Piñon e se interessou por suas obras e que acabou em tese de mestrado. Certa vez Mauricio Melo me contou que uma estudante do Paraná escreveu para ele pedindo uma cópia da entrevista que ele havia feito com o escritor Antônio Torres, pois “estou escrevendo minha tese sobre as obras dele e você fez todas as perguntas que eu ia fazer pra ele”, disse a estudante.
Como podemos ver, o programa tinha audiência em todo o Brasil, embora não ameaçasse o BBB nem as novelas globais. Mas, se cultura desse ibope, os canais de cultura seriam campeões de audiência. Mas, porém, contudo, entretanto ou coisas que tais, o Programa Leituras era um dos poucos a ter audiência cativa (disse "cativa" porque as outras são sazonais, como, por exemplo, depoimento de algum peixe grande em CPI) nessa televisão paga com o dinheiro do contribuinte. Nosso dinheiro. Portanto, não vamos nos deixar render por essas chefias autoritárias e politicamente incorretas que fazem do bem público a casa da mãe Joana. Entremos no site da Tevê Senado e deixemos nosso repúdio a esse assassinato imbecil de um programa que levava a literatura brasileira aos lares nos mais distantes rincões deste Brasil.
Abaixo, o link para deixarmos nosso protesto.
http://www.senado.gov.br/noticias/tv/pagina2.asp?cod_pagina=1
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