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domingo, 17 de agosto de 2014

UM TEXTO DE GERALDO DE MAJELLA

CORAGEM PRA MUDAR O BRASIL
GERALDO DE MAJELLA – historiador
Eduardo Campos, candidato à Presidência da República, morreu em acidente aéreo, ontem pela manhã em Santos (SP). Essa tragédia, como todas as tragédias, deixa os familiares sem chão, perplexos; mas a irradiação da tragédia chega até a sociedade, aos amigos, aos companheiros de partidos e aos eleitores.
Arapiraca, cidade do Agreste alagoano, no dia 8 de agosto, recebeu Eduardo Campos, seus companheiros de partido, aliados e os candidatos locais que lhe apoiavam. Todos caminharam pelas ruas centrais, abraçando e apertando mãos calejadas de trabalhadores, jovens, homens e mulheres.
Foi inaugurada a Estação Eduardo Campos e Marina Silva, local que servirá de comitê eleitoral. Depois, seguiram caminhando com eleitores até o Clube dos Fumicultores, onde Eduardo Campos falou para milhares de agricultores e lideranças políticas do Sertão e do Agreste alagoano.
Sereno, mas firme no discurso com conteúdo marcadamente oposicionista, apontou linhas fundamentais para a agricultura familiar. Tratou do principal problema: o endividamento com os bancos oficiais, fato que tem causado desespero entre os agricultores e seus familiares e vem impactando negativamente na produção desse setor da economia. 
O último ato público em Arapiraca foi a inauguração da Casa de Eduardo e Marina. Dona Edileusa ofereceu a sua modesta residência como ponto de difusão da campanha de Eduardo e Marina. E ainda foi servido refrigerante e bolo a Eduardo Campos e a outras pessoas presentes, para comemorar o aniversário de Eduardo Campos cantando “parabéns pra você [...]”. 
O trabalho continuou durante o almoço na residência do empresário Ricardo Barreto. A buchada de bode, iguaria nordestina, foi servida como manda a tradição, com pimenta malagueta, cachaça, arroz, feijão e pirão. Eduardo Campos não titubeou e colocou de tudo que havia disponível à mesa em seu prato.
Eduardo comunicou que voltaria a Alagoas; desta vez, faria campanha em cidades do Sertão e em Maceió.
Sentado a uma mesa ao lado, ouvi muito do que conversaram, ri com histórias e causos de campanhas contadas por ele e por outros, sempre bem-humorado e antenado nas conversas no seu entorno.
Posou para fotografias com todos os que prepararam e serviram o almoço, e só depois se despediu.
O destino nos pregou essa peça. Que a terra lhe seja leve, companheiro.

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