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sexta-feira, 25 de julho de 2014

DEU NA COLUNA DO ANCELMO GÓES

Ariano curtindo a bela Marechal Deodoro

ARIANO E A DITADURA
Em 1967, o general Castelo Branco, por sugestão de seu amigo Josué Montello, preocupado com o avanço da esquerda no meio intelectual, criou o Conselho Federal de Cultura.
Entre os 24 “cardeais da cultura”, expressão cunhada por Gilberto Freyre, estava o jovem Ariano Suassuana.

ESTRANHO NO NINHO... 
Desde logo (como mostra pesquisa sobre o CFC feita pela historiadora Tatyana de Amaral Maia e bancada pelo Itaú Cultural), o paraibano se revelou um estranho no ninho.
Numa sessão realizada em 20 de março de 1968, Suassuna, em resposta à defesa da censura feita por dom Marcos Barbosa, declarou-se “contra toda censura às obras de arte, à literatura, ao teatro e ao cinema”.

DINHEIRO PÚBLICO
Quando Miguel Arraes convidou Ariano para ser secretário de Cultura, os dois se sentaram em torno de uma mesa na casa de Arraes, e Ariano começou a dizer que tinha receios, por jamais ter enfrentado uma experiência pública:
– Nunca precisei lidar com dinheiro público, isso é perigoso.
Dona Magdalena, mulher de Arraes, estava passando pela sala e disse:
– Dinheiro? Fique tranquilo, dinheiro não tem, não.

É QUE...
A Cultura, mesmo com ele, sempre foi a prima pobre de orçamentos. 

POETA CANTADOR
Ariano foi homenageado pelo querido Império Serrano, em 2002, no enredo Aclamação e coroação do imperador da pedra do reino.
Um trecho: “Sol inclemente, oi/Vai além da imaginação/Sopro ardente, árida terra/Desse poeta cantador/ Sede de vida, gente sofrida/Salve o lanceiro, guerreiro do amor”.

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