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quarta-feira, 12 de março de 2014

Brasileiro e alemão terão gêmeas de barriga de aluguel na Tailândia - BEM ESTAR


Daniel Nascimento (à esq.) com seu marido Ole; à espera de Ana e Sofia (Foto: Rono Stinnett/Arquivo pessoal)Daniel Nascimento (à esq.) com seu marido Ole; à espera de Ana e Sofia (Foto: Rono Stinnett/Arquivo pessoal)
Ele é brasileiro, casou-se com um alemão nos EUA, mora em Londres e vai ser pai de meninas gêmeas que nascerão na Tailândia. Os bebês são fruto de uma fertilização in vitro que uniu seu sêmen ao óvulo de uma doadora ucraniana, e todo o procedimento foi conduzido por uma clínica da Geórgia. Com uma trajetória tão globalizada como essa, não é à toa que o publicitário Daniel Castro Nascimento, de 32 anos, diz que sua família vai ser “a mais internacional de todas”.
Natural de Belo Horizonte, Daniel mora fora do Brasil desde 2005. Homossexual, ele se casou em 2008 com o companheiro, Ole, em San Francisco, e depois se mudou com ele para a Inglaterra. Há cerca de três anos, o casal decidiu que queria ter filhos. Começou aí um longo caminho que deve terminar em breve com o nascimento de Ana e Sofia, marcado para o fim deste mês.
O casal com a mãe de aluguel tailandesa (acima) e com a doadora de óvulos ucraniana (abaixo). (Foto: Daniel Nascimento/Arquivo pessoal)O casal com a mãe de aluguel tailandesa (acima)
e com a doadora de óvulos ucraniana (abaixo); por
contrato, elas não podem ser identificadas
(Foto: Daniel Nascimento/Arquivo pessoal)
A primeira tentativa de barriga de aluguel do casal foi com uma amiga da família de Daniel no Brasil – aqui, é proibido pagar pelo procedimento. Como não teve sucesso, ele e o marido entraram na fila de adoção no Reino Unido, mas enquanto esperavam e refletiam sobre o tema, resolveram tentar a fertilização in vitro mais uma vez.
“Sempre estivemos abertos a várias opções. Mas o processo de adoção é longo, faz você pensar muito, e vimos que não estávamos prontos para abrir mão da barriga de aluguel”, diz o brasileiro.
Eles então começaram o procedimento na Índia, onde a prática é permitida e muito mais barata do que nos EUA, por exemplo. Mas, faltando um mês para que eles fossem para lá acompanhar a fertilização, o país mudou a lei e restringiu a barriga de aluguel apenas a casais heterossexuais.
A clínica, então, sugeriu que eles mudassem os planos para a Tailândia, onde esse comércio não é regulamentado, mas é largamente praticado e tolerado pelo governo. E foi assim que eles chegaram à mulher de 39 anos que hoje carrega Ana e Sofia pela 34ª semana. Natural do norte do país, ela é vendedora ambulante e tem duas filhas – condição fundamental colocada pelo casal, para que “a pessoa não tivesse que abrir mão do primeiro filho que gerou”, explica Daniel.

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