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quinta-feira, 23 de junho de 2011

JB - DIA 23 DE JUNHO NA HISTÓRIA

23 de junho de 1978 - O julgamento das Brigadas Vermelhas

A Corte de Turim condenou 29 terroristas das Brigadas Vermelhas, absolveu 16 e ordenou a inclusão de Fabrizio Pelli, suspeito de integrar o grupo, em um outro processo que tramita em Milão. O julgamento dos 46 acusados de participação direta ou cumplicidade com o grupo durou 100 horas e foi realizado a portas fechadas no tribunal montado no quartel de La Marmora.
A leitura emocionada da sentença, feita pelo presidente do Tribunal, Guido Barbaro, durou 15 minutos.

A soma de todas as condenações chegou a 210 anos. As maiores penas foram aprovadas contra Renato Cursio e Pietro Bassi, cada um deles condenado a 15 anos. Prevaleceu a orientação de não permitir que o processo de Turim se transformasse em um processo político. Desde o início do julgamento 10 pessoas foram assassinadas por companheiros dos terroristas julgados em Turim.

O crime mais conhecido praticado pelos brigadistas foi o sequestro seguido de assassinato do presidente do partido Democrata Cristão, Aldo Moro, em 1978.

Cinco guarda-costas de Moro foram mortos durante a ação. Os sequestradores exigiam a libertação de 14 integrantes do grupo, que estavam sendo julgados em Turim. O corpo de Moro foi encontrado com vários tiros na mala de um carro depois de 55 dias em cativeiro.

O líder democrata cristão era um negociador hábil e apoiava um governo de coalizão entre o seu partido e o Partido Comunista.
O assassinato chocou o país e desencadeou uma caça aos terroristas, com a colaboração dos partidos políticos, dos sindicatos e da sociedade civil italiana. Mais de 50 mil homens das três forças policiais da Itália uniram-se para caçar os sequestradores.

Primeiros ataques foram contra fábricas
As Brigadas Vermelhas surgiram em Milão, em 1969, do encontro de ex-militantes do Partido Comunista Italiano, dirigentes sindicais e estudantis, alguns vindos de meios católicos. O grupo Brigadas apresentava-se como uma rede político-militar cujo objetivo era responder com violência à opressão exercida pelo governo sobre os operários.

Os primeiros ataques dos brigadistas foram contra empresas. Os brigadistas empregavam-se como operários das fábricas para sabotar a produção industrial. Essas iniciativas evoluíram para sequestros de altos dirigentes, como o diretor da Fiat, em Turim, e o juiz Maro Sossi.

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