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segunda-feira, 20 de junho de 2011

BARES ALTERNES

Clientes aliciados a beber com ilusão de sexo
Show de strip-tease no varão
Vistos do exterior, parecem bares vulgares. Contudo, o seu interior esconde os dois mais antigos vícios do homem. Álcool e mulheres. Mas ali não se procura vender o corpo. “Vende-se companhia”, conta uma das alternadeiras.
Nos bares de alterne, os clientes são incentivados a pagar bebidas a preços exorbitantes, em troca de convívio. Por alguns minutos de companhia, conversa e talvez uma dança ou duas, um cliente gasta facilmente entre 50 a 100 euros, muitas vezes numa bebida apenas. Cabe à “alternadeira” ser astuta o suficiente, para levar o homem a gastar o máximo no mínimo de tempo possível.
Depois da primeira abordagem e do primeiro copo, tudo se torna mais fácil. Aqui ganha mais quem melhor souber seduzir o cliente.
Frutos de relacionamentos problemáticos, casamentos desfeitos, carências afectivas ou insegurança económica, homens e mulheres reconhecem nestas casas o local ideal para se encontrarem e lucrarem com esse encontro. A bem da verdade, elas lucram mais do que eles. A maioria das mulheres da noite prefere “esconder-se” com os usuais disfarces (perucas e lentes de contacto de cor) e nomes “artísticos”, mas também trabalha no alterne quem prefira não usar nada disso, ficando-se apenas pelo nome fictício.
Com uma pseudo-simpatia, pseudo-afecto e uma conversa envolvente em que não faltam as promessas de um possível encontro sexual (raramente concretizadas), estas mulheres conseguem levar os mais carentes e/ou desprevenidos a gastarem muitas vezes o dinheiro que não têm. Mas esse é o preço. O preço do jogo de sedução ilusória que os homens que frequentam as casas de alterne parecem estar dispostos a pagar.
Amplamente difundidas em Portugal, as casas de alterne continuam a constituir um dos mais bem sucedidos negócios da noite. Segundo as estatísticas, das cerca de 30 mil mulheres que vivem do negócio do sexo no nosso país, 10 mil trabalham em bares de alterne. Embora estes espaços de diversão nocturna se encontrem consideravelmente longe dos velhos padrões da prostituição, o certo é que continuam a ser confundidos com “casas de meninas” onde o sexo é a transacção principal.

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