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domingo, 12 de dezembro de 2010

No centenário de Noel Rosa, fãs lembram trajetória do Poeta da Vila


Grupo atrai turistas para passeio musical pelas ruas de Vila Isabel.
Vida e obra do compositor são destaques em rodas de samba, filme e livro.


Durante um animado bate-papo em um boteco de Vila Isabel, na Zona Norte do Rio, os integrantes da mesa atravessam a tarde lembrando histórias e sambas antológicos do compositor mais ilustre do bairro. Naquele espaço, tão contagiante que atrai curiosos de todas as idades, a trajetória de Noel Rosa (1910-1937), cujo centenário é comemorado neste sábado (11), é contada em versos e prosas.
Nessa reunião improvisada, uma das figuras mais encantadoras do grupo é Araken Martins Costa, 85 anos, que enche o peito de orgulho ao contar que conheceu o Poeta da Vila e que morava em frente a casa do mestre, na Teodoro da Silva, esquina com a Visconde de Abaeté.
No local, foi construído há cerca de 50 anos um prédio de oito andares, o Edifício Noel Rosa.
“Ele era notívago. Passava as noites bebendo, com os amigos, compondo seus sambas, e dormia durante o dia. A mãe dele contava que quando saía sempre deixava um bilhete avisando que ia gravar, mas virava a noite”, lembra, cheio de admiração pela atitude do boêmio, fumante inveterado, apesar da saúde frágil, e compositor que escrevia letras memoráveis em guardanapos de papel.

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