sexta-feira, 15 de março de 2013

'Cotações prévias foram para o espaço', diz Dom Odilo sobre Papa - G1


Da esquerda para a direita, Dom Odilo, Dom Raymundo e Dom Geraldo  (Foto: Juliana Cardilli/G1)Da esquerda para a direita, Dom Odilo, Dom Raymundo e Dom Geraldo dão entrevista em Roma (Foto: Juliana Cardilli/G1)
escolha do cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, o Papa Francisco, como sucessor de Bento XVI surpreendeu muitos fiéis que acompanharam as especulações sobre a divisão de votos no conclave.
Para o brasileiro Dom Odilo Scherer, cardeal arcebispo de São Paulo e cotado como um dos favoritos, no entanto, o erro das projeções é normal. "Esses cálculos, com que critérios foram feitos? Humanos. Os disponíveis. É normal", disse em entrevista coletiva nesta quinta-feira (14) no Colégio Pio Brasileiro, em Roma.
Mas nunca pensei que viesse a acontecer [...] ser Papa não é uma honra simplesmente, não é um poder. É um serviço muito grande. Quem é eleito Papa sente esse peso"
Dom Odilo, sobre a possibilidade de ser Papa
O Papa Francisco reza para Santa Maria na Igreja de Santa Maria Maggiore, nesta quinta-feira (14), em Roma (Foto: Reuters/Osservatore Romano)Novo Papa reza na Igreja de Santa Maria Maggiore,
nesta quinta (Foto: Reuters/Osservatore Romano)
O saudei, lhe dei os parabéns, pedi que Deus o abençoasse. Lembrei da Jornada Mundial da Juventude, que ele irá ao Brasil em julho. Depende dele confirmar, com certeza o fará"
Dom Odilo, sobre conversa com Papa Francisco
Dos cinco cardeais brasileiros que participaram da eleição do pontífice, outros dois também participaram da entrevista: Dom Raymundo Damasceno, arcebispo de Aparecida, e Dom Geraldo Majella, arcebispo emérito de Salvador. Além deles, estiveram no conclave Dom João Braz de Aviz e Dom Cláudio Hummes.

"As cotações prévias foram todas para o espaço", afirmou Dom Odilo, dizendo que, segundo a crença, há outros elementos envolvidos na escolha de um novo Papa. "Há de se aprender que a Igreja não é só feita de cálculos humanos. De fato, o Espírito Santo orienta a Igreja."
Questionado sobre a possível pressão sentida por ter sido considerado um dos favoritos para ser o novo Papa, Dom Odilo disse ter enfrentado tudo com muita tranquilidade. "Tenho os pés muito no chão, sabendo que havia muitas outras pessoas com muitas possibilidades."

Ele afirmou não ter pensado que poderia vencer. "Depois de ter rezado, se colocado diante da possibilidade de ser eleito, ficaria difícil dizer não. Mas nunca pensei que viesse a acontecer", disse. "Ser Papa não é uma honra simplesmente, não é um poder. É um serviço muito grande. Quem é eleito Papa sente esse peso."
Durante o conclave e os dias antes da eleição, a família de Dom Odilo sofreu no Brasil com a expectativa de que ele se tornasse Papa. O cardeal brasileiro disse que não conversou com os familiares no período em que esteve em Roma, mas sabe o que eles devem ter sentido. "Infelizmente eles não puderam entrar em conclave, ficaram sob pressão."

Após a eleição e dos ritos formais feitos, todos os cardeais saudaram pessoalmente o Papa. "O saudei, lhe dei os parabéns, pedi que Deus o abençoasse. Lembrei da Jornada Mundial da Juventude, que ele irá ao Brasil em julho. Depende dele confirmar, com certeza o fará", disse Dom Odilo.

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